sábado, 18 de abril de 2009

quando tem de ser é

anda uma gaja a passar as passinhas do algarve, a ganhar a força de vontade, a desencantar razões, a simular respostas e diálogos, a definir graus de dramatismo para depois chegar a hora h e... ok, o problema nem reside na hora h porque esta se cumpre no objectivo (ainda que nem sempre na forma). A grande questão é que a opção é tomada, as tripas feitas coração para depois tudo voltar a um ponto próximo da partida (por muitas léguas de distância que possam separar as situações).

Porque quando tem de ser... é.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

a vida continua

inexoravelmente. dia após dia avançamos mais um bocadinho mesmo que nos pareça que andamos para trás ou para os lado ou para uma frente que não a desejada.

ela avança e passa fazendo das nossas terríveis dores e medos e anseios e dúvidas nada mais que meras recordações.

é engraçado isto de ser espectador da nossa própria vida. e não é porque não a estejamos a conduzir, é apenas porque a única coisa que vamos guiando é o nosso corpo por um sem fim de amores e desamores, desejos e convicções. tudo o que nos faz e transforma mas que somos nós e não a nossa vida. essa é independente das nossas vontades e vai-se apresentando entre curvas e contra-curvas, longas rectas e complicados cruzamentos.

recheada de outras pessoas.

com outras vontades e desejos e convicções e amores, que são a sua pessoa, mas que está longe de andar numa estrada só sua.

e nos choques frontais, que acontecem a toda hora, contabilizam-se as vítimas graves, ligeiras e mortais. avaliam-se os danos e sustos. deitam-se contas à tal da vida que nos levou ali, ao embate. às vezes acontece sairmos coxos, e julgamos ser impossível voltar a andar dessa forma automática e ligeira a que nos habituámos.

então de repente, quando damos por nós, há muitos km's que temos vindo a andar normalmente. porque andamos mesmo. e seguimos em frente. coxos ou não.